Posts de outubro \15\UTC 2011

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Guaporé: Dia 1

outubro 15, 2011

Boa noite… são 22h15…..

Estou parando agora, estou indo dormir, mas não poderia deixar de escrever aqui…. hoje a equipe “embarcou” rumo a Guaporé, enquanto eu trabalhava. O Diego e o César partiram ainda pela manhã e à tarde o Diego já estava se adaptando ao carro e à pista.

Mas a adaptação não durou muito, tivemos um problema na caixa de cambio e nos freios, eles me comunicaram por volta das 18horas, consegui comprar as pastilhas de freio, que devem ter terminado no velopark. Cheguei em casa, por volta das 19h30, já estava me preparando para descansar, quando eles me ligam novamente.. e lá fui eu para a rua atrás de coifas…. Retornei e agora estou aguardando notícias de Guaporé.

Amanhã saio juntamente com  o piloto Jair Régio, que está em um ano sabático e irá dar uma força ao Gilvan, que comprou o seu carro, e também o Bino, braço direito do piloto Daniel Oliveira! Novas emoções a partir das 05hs da manhã!

Não prometo se conseguirei atualizar o blog, mas sigam e acompanhem o twitter!  http://www.twitter.com/etomedi

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vida dura de piloto……

outubro 14, 2011

quem acha que vida de piloto é só glamour, viagens de avião, só chegar no autódromo e sentar no carro e pilotar. Talvez seja para quem nasceu em berço de ouro e sempre teve patrocinios milionários para bancar estruturas dignas da F-1.

Mas no automobilismo “semi-profissional”(NOTA: Sim, semi-profissional, afinal nosso campeonato tem aval da FGA, CBA e pagamos o mesmo valor de filiação de carteira da CBA que um piloto da stock paga.) a coisa não é bem assim que a coisa funciona.

Os pilotos geralmente trabalham e tiram do seu suado dinheiro sua verba para competições. Eles tem que levar em seus carros toda a estrutura da equipe, e também o carro, afinal não possuimos motor-home, caminhões e etc!

Hoje eu saí do meu trabalho às 17h30, de Esteio para Porto Alegre, peguei um transito monstruoso na BR116, peguei uma rota alternativa via guilherme schell…. peguei bastante transito em Porto Alegre, cheguei na oficina do piloto Daniel Oliveira….

Na oficina, fui primeiramente buscar a carreta que vai puxar meu fusca até Guaporé. Juntamente com o “Bino” ajustamos a elétrica da carreta, depois colocamos o carro do piloto Joel Icho na carreta que ele transportará o seu carro, depois manobramos ela para dentro da oficina, e por fim manobramos a carreta do Daniel para dentro da oficina. Tudo pronto e eles(daniel e binho) ainda ficaram lá carregando o carro do Daniel com as ferramentas.

Eu saí da av. cairú em direção a viamão!!!! Fui levar a carreta para a oficina para deixar ela lá e trocar de carro com o Diego,  já que ele e nosso preparador, Cesar Reischak, irão para guaporé mais cedo que eu….

Tentarei postar o dia a dia da equipe em guaporé aqui, mas não prometo, pois a correria será grande! voces também podem tentar acompanhar via meu twitter! @etomedi www.twitter.com/etomedi

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Breves vitórias, brilhantes derrotas

outubro 3, 2011

freada na reta oposta do velopark

O título deste post foi “roubado” do livro do amigo Henry Paulo Dias, pois traduz bem o que eu pretendo escrever a seguir, pois como ele diz no livro: “…se você não teve um carro de corrida, fuja o quanto puder, se voce já teve, sabe do que eu estou falando…”.

Pois é, ter um carro de corrida não é facil, não é barato, demanda tempo, muito brainstorm, força de vontade, dedicação e claro um pouco mais de dinheiro!

Acredito que todo o piloto deve passar por este processo, mesmo que não pague a conta, ele deve ter um carro de corrida, para aprender sobre ele, saber ouvir o carro, saber o como ele funciona por “fora” do cockpit, para que quando ele esteja amarrado lá dentro, acelerando, saiba exatamente o que está se passando com o carro, isso evita muita dor de cabeça e economiza algum dinheiro.

Acertar o carro é uma arte. Não é simplismente comprar a melhor peça, instalar e pronto. Tem que ir lá, testar, saber se ela já foi testada por outro piloto, como funcionou, as vezes não vale perder tempo em alguma coisa que mesmo sendo cara, pode não ser eficiente para o resultado que você espera. Aprendi muito indo na oficina e metendo a mão no carro mesmo, ajudando, mesmo que provavelmente eu atrapalhe mais que ajude, eu vi as “entranhas” do carro, toquei nelas, entendi como elas trabalham enquanto eu faço uma curva, ou freio, etc… etc…etc… isso facilita na hora de passar a informação e melhorar o carro.

Isso inclusive faz você confiar mais no carro, na última etapa que eu corri, no velopark, eu abusei mais do carro, eu “pedi” para ele me mostrar mais um pouco do limite dele, aonde eu podia ir mais além do que eu estava indo, ganhei alguns décimos, vi que eu podia ir mais além, mas não fui, é preciso dar um passo de cada vez já que o orçamento é bastante limitado.

Nesta mesma etapa tivemos que trocar o motor do fusca 10, o outro carro da equipe que fez a sua estréia pela mão do Alex Ribeiro, que havia corrido comigo a ultima etapa. Tivemos um trabalho enorme, duro, demorado, mas quando o motor roncou na madrugada a sensasão era de missão cumprida. Infelizmente o pedal quebrou e atrapalhou bastante o Alex na prova.

Não foi a estréia esperada do carro, já que não foi nas mãos de seu dono, mas ele estava lá ajudando na troca de motor. Ele sabe que a postura que ele mostrou lá, foi bastante positiva. Na minha opinião ele mudou da água pro vinho e isso foi bom, pq agora ele está com vontade de andar e vai andar! Parabéns Diego!

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