
freada na reta oposta do velopark
O título deste post foi “roubado” do livro do amigo Henry Paulo Dias, pois traduz bem o que eu pretendo escrever a seguir, pois como ele diz no livro: “…se você não teve um carro de corrida, fuja o quanto puder, se voce já teve, sabe do que eu estou falando…”.
Pois é, ter um carro de corrida não é facil, não é barato, demanda tempo, muito brainstorm, força de vontade, dedicação e claro um pouco mais de dinheiro!
Acredito que todo o piloto deve passar por este processo, mesmo que não pague a conta, ele deve ter um carro de corrida, para aprender sobre ele, saber ouvir o carro, saber o como ele funciona por “fora” do cockpit, para que quando ele esteja amarrado lá dentro, acelerando, saiba exatamente o que está se passando com o carro, isso evita muita dor de cabeça e economiza algum dinheiro.
Acertar o carro é uma arte. Não é simplismente comprar a melhor peça, instalar e pronto. Tem que ir lá, testar, saber se ela já foi testada por outro piloto, como funcionou, as vezes não vale perder tempo em alguma coisa que mesmo sendo cara, pode não ser eficiente para o resultado que você espera. Aprendi muito indo na oficina e metendo a mão no carro mesmo, ajudando, mesmo que provavelmente eu atrapalhe mais que ajude, eu vi as “entranhas” do carro, toquei nelas, entendi como elas trabalham enquanto eu faço uma curva, ou freio, etc… etc…etc… isso facilita na hora de passar a informação e melhorar o carro.
Isso inclusive faz você confiar mais no carro, na última etapa que eu corri, no velopark, eu abusei mais do carro, eu “pedi” para ele me mostrar mais um pouco do limite dele, aonde eu podia ir mais além do que eu estava indo, ganhei alguns décimos, vi que eu podia ir mais além, mas não fui, é preciso dar um passo de cada vez já que o orçamento é bastante limitado.
Nesta mesma etapa tivemos que trocar o motor do fusca 10, o outro carro da equipe que fez a sua estréia pela mão do Alex Ribeiro, que havia corrido comigo a ultima etapa. Tivemos um trabalho enorme, duro, demorado, mas quando o motor roncou na madrugada a sensasão era de missão cumprida. Infelizmente o pedal quebrou e atrapalhou bastante o Alex na prova.
Não foi a estréia esperada do carro, já que não foi nas mãos de seu dono, mas ele estava lá ajudando na troca de motor. Ele sabe que a postura que ele mostrou lá, foi bastante positiva. Na minha opinião ele mudou da água pro vinho e isso foi bom, pq agora ele está com vontade de andar e vai andar! Parabéns Diego!