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Esporte inglório….

novembro 19, 2011

O automobilismo sem dúvida nenhuma é um esporte inglório, pois existem mais baixos do que altos e é muito difícil chegar ao topo, mais difícil ainda é se manter nele. Pode parecer até um clichê isso que eu escrevi, mas eu senti na pele como o automobilismo pode ser duro com quem o pratica.

Logo no início da tarde de sábado o meu motor quebrou. Liguei para todas as auto-peças possíveis que pudessem ter a peça e não consegui, estava desolado e muito irritado…. me sentei dentro do fusca e fiquei lá esperando a última esperança(uma ligação) quando o narrador oficial do automobilismo gaúcho, Ademir “Perna” Moreira chegou ao meu lado e a primeira frase que meu companheiro de kart nas 12 horas de Tarumã de Kart em 2006 e 2007 disse foi: “Tu achou que aqui era tão fácil quanto ir brincar de kart indoor com o velho Perna? Nosso esporte é inglório.” O que mais ele falou somente duas pessoas ouviram e vão guardar para si.

A propósito, achamos a peça em nossa própria oficina, as 22h30 da noite!

Mas o automobilismo é mais que um esporte, é paixão, amizade, dedicação, sangue, suor e lágrimas… e tivemos tudo isso a partir daqui.

O dia mal havia raiado e já estávamos no autódromo, eu já estava debruçado sobre um dos carros da equipe, para liberar o preparador mexer no meu motor. Algumas equipes foram chegando, o autódromo foi ficando cheio e meu carro foi ficando pronto…….ou melhor, ia pois tivemos outro problema com o motor e eu já estava prestes a desistir quando o pessoal não deixou que eu fizesse essa bobagem e o campeão da categoria Everson “kiko” Melo nos emprestou um motor reserva de sua equipe(ele já havia emprestado, mas cometemos o erro de não efetuar a troca logo) e começamos a trocar o motor.

Nessa empreitada também estavam os ajudantes do piloto daniel oliveira, Bino e Silvio e nessas horas a gente ve onde estão os amigos… juntamente com eles o Fernando “Gordo” também ajudou.

Motor no lugar, correria e eu estava alinhando para a primeira bateria… 19 fuscas… muita emoção e durante toda a volta de apresentação e quando paramos no tala para tradicionalmente cumprimentar o público as lágrimas foram mais que incontidas…

A primeira bateria transcorria normalmente e parei na volta 8 por um cubo de roda quebrado.

Na segunda bateria fiz uma péssima largada, parti para uma prova de recuperação, começei a buscar o piloto Diego Feron e começamos um pega alucinante, com diversas trocas de posições até eu atravessar o fusca na curva 9 e a luz do óleo começar a piscar, não pensei duas vezes(deveria ter feito) e recolhi para evitar danos no motor.

Depois descobrimos que era apenas o fio da lampada que havia se soltado e ficou batendo na carroceria.

carreras son carreras.

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